sábado, 6 de abril de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Promotores do Vale do Aço realizam ato público na
terça no fórum de Ipatinga
O objetivo é impedir
que a PEC 37/2011, que impede o MP de fazer investigações, seja votado na Câmara dos Deputados para isso
vem sendo feito um abaixo-assinado que será entregue ao Congresso Nacional dia
24
IPATINGA- A Proposta de
Emenda à Constituição - PEC 37/2011, também conhecida como “PEC da
Impunidade”, que tira o poder de investigação dos Ministérios
Públicos Estaduais e Federal.
O objetivo da Proposta é que o processo
investigatório seja feito pelas polícias Federal e Civil. Se aprovada a PEC pode impedir que outras Instituições também
investiguem (Receita Federal, Tribunal
de Conta da União, CPIs entre outras).
Como a Comissão da Câmara
dos Deputados de Constituição e justiça que já deu parecer favorável à PEC e
por isso ela está pronta para ir a votação em plenário a qualquer momento, o
Ministério Público em todo o país vem fazendo uma mobilização que começou no dia 04 de março com a coleta de
assinaturas que farão parte de um abaixo-assinados e prossegue até esta
segunda-feira (08).
Segundo o Promotor da 3ª.
Promotoria criminal de Ipatinga, Samuel Saraiva Cavalcante, na terça-feira
(09), o MP realiza um Ato Público Nacional, e os promotores do Vale do Aço se
reúnem no Salão do Júri do Fórum de Ipatinga a partir das 13h. “Estão sendo
convidados a participar também representantes da sociedade organizada,
entidades de classe, a imprensa local, para conscientização dos cidadãos acerca
da gravidade deste momento. Trata-se de
um retrocesso à nossa democracia. Querem suprimir um direito previsto na
Constituição de 1988, que garante ao MP o direito investigativo. Somente outros
três países no mundo contam com tal atraso- Uganda, Indonésia e Quênia. Todos
países onde a democracia é limitada”, salienta o promotor.
| Eu assinei o abaixo-assinado- as fotos foram feitas pelo promotor Samuel Saraiva da promotoria criminal de Ipatinga |
| Eu não concordo com impunidade- coisa triste, é um retrocesso para o Brasil- por isso assinei na tarde desta sexta -feira (08) |
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Espero o amor, como se espera a morte
Não sei quando ou como ele virá, mas eu espero, pois tenho a esperança que no tempo certo determinado por Deus, nossos caminhos se cruzarão. Talvez até já tenhamos nos encontrado e não tenhamos nos dado conta que nascemos para ser a metade um do outro e seguimos nossas vidas por rumos diferentes.
Não há medo nesta minha expectativa, só uma ansiosa curiosidade em saber como será a minha reação. Se saberei enviar os sinais certos para que ele e reconheça que o quero, e que eu também tenha sabedoria suficiente para desvendar as mensagens secretas que ele me mandar.
Queria que tudo fosse simples, direto e sem subterfúgios como é o meu jeito de ser.
Não se estou pronta ainda, mas eu o aguardo há tantos anos que espero não desaponta-lo, saber entende-lo e também tenho a expectativa que ele entenda que estou só por tempo demais e por todos esses anos tive que ser forte, independente para sobreviver em um mundo competitivo, hostil e malicioso. Por isso criei barreiras protetoras que fizeram de mim uma mulher diferente das outras. Minha sensibilidade e fragilidade tiveram que ser camufladas por uma muralha que só para a solidão de meu travesseiro posso mostrar. É nesse momento que baixo a guarda e mostro minhas fraquezas, aquelas emoções que escondo do mundo. Mas ás vezes elas escapam vez ou outra, pois manter sempre o controle é difícil e é cansativo.
Tenho em mim manias e uma independência adquirida e sustentada por anos a fio, por não ter com quem contar, por não mais ninguém para cuidar de mim, por não poder confiar em mais ninguém que não seja em mim mesma.
Espero então que ele tenha paciência para entender esse meu lado de bicho selvagem a ser domado, mas que foge da violência ao primeiro sinal. Pedra bruta a ser lapidada reage mal à imposição.
Que não aceita dominação, por si mesma como as mulheres das gerações passadas aceitavam com resignação e como as da geração atual aceitam às vezes com certa resistência.
Sei que o amor nos leva a outro mundo, a outro patamar de vida e que temos que mudar e nos adaptar a nossa vivência atual. Mas espero que na minha tenha romantismo, companheirismo, amizade, cumplicidade, sinceridade, confidencialismo que só a confiança no outro consegue trazer.
Espero o amor, como se espera a morte. É algo inevitável na vida, sei que acontecerá um dia, não dá para adiar.
Espero que o meu amor me receba em seus braços protetores e me deixe chorar e desabafar pelas dores que já passei e depois dormir aconchegada em seus ombros. Vou sorrir de suas piadas, ele nunca achará bobas as minhas preocupações e medos e veremos o mundo juntos com os olhos um do outro.
Dividiremos e somaremos, e com apenas um trocar de olhar saberemos entender coisas que será segredo só nosso. Assim será meu bem-amado, enquanto o mundo mostra suas garras negras eu saberei que tenho alguém ao meu lado que vai me conduzindo sabiamente, mansamente nesta correnteza. O meu amor tão esperado.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Ministra e OAB pedem que a PF acompanhe o Caso Rodrigo Neto
DA REDAÇÃO - O assassinato do jornalista Rodrigo Neto, 38 anos, ocorrido na madrugada do dia 8 de março, no bairro Canaã, com três tiros, completa 26 dias sem solução nesta terça-feira (02). O Coordenador Geral de Divulgação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Edmilson Freitas, confirmou nesta segunda que a Ministra Maria do Rosário (PT) pediu formalmente a intervenção da Polícia Federal para reforçar as investigações.
Maria do Rosário esteve em Ipatinga no último dia 19, participando de audiência pública no 12º Departamento de Polícia Civil no bairro Iguaçu, para cobrar agilidade nas investigações do assassinato.
Desde a audiência pública em Ipatinga, a SDH/PR, por meio do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana - CDDPH –, vem mantendo contato permanente com o Comitê Rodrigo Neto. Na próxima quarta-feira (10), o Grupo de Trabalho (GT) de Comunicadores do CDDPH vai fazer mais uma reunião. Entre os assuntos da pauta está o assassinato de Rodrigo. Esta é a primeira reunião do GT após a audiência realizada em Ipatinga com a presença da ministra.
Embora não se saiba se há ligação com o caso, nove policiais federais foram vistos em Coronel Fabriciano na última semana, divididos em três veículos. Eles estiveram hospedados num hotel da cidade.
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Furtado Coelho, também entrou com pedido para que a Polícia Federal ajude nas investigações, segundo assegurou o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, deputado Durval Ângelo (PT). Contudo, segundo ele, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo ainda não deferiu o pedido. Ele ainda salientou que o Ministério Público Federal está acompanhando o caso de perto.
Durval Ângelo também disse que na próxima terça-feira (09), quando completa um mês que Rodrigo Neto foi enterrado, haverá na Assembleia Legislativa de Minas nova audiência pública nos mesmos moldes da ocorrida em Ipatinga no mês passado para cobrar agilidade e rigor nas investigações.
MINHA FAMÍLIA REUNIDA NA PÁSCOA
Meu irmão, minha cunha e minha sobrinha
Ai está meu irmão Janio minha cunhada Elaine (Laninha) e esse moranguinho é a Beatriz, a Bia, minha sobrinha, super inteligente para seus dois aninhos (acho que puxou os genes da tia rrss). Passei a páscoa com eles.
Ela conta de 0 a 30, sabe distinguir as cores, canta uma porção de musicas, adora o Rei leão, formas geométricas, como quadrado, circulo retangulo, trinagulo é com ela mesmo, sabe o AEIOU. Não é uma beleza!
quarta-feira, 20 de março de 2013
Quero me casar e ter romance em minha vida
Cansei
de ficar só depois de passar tantos anos sozinha sem ter com quem dividir
problemas, alegrias, tristezas, sonhos, planos ou apenas conversar calmamente enquanto
a vida corre tranquila.
Gosto
de tranquilidade, nada como chegar em casa e sentir que estou segura, que a
correria do dia-a-dia, que as mazelas que vi, que as maldades que presenciei
ficaram para trás. Mesmo sabendo que no dia seguinte isso novamente se
repetirá, pois essa é a rotina da minha profissão, eu gosto de ter sossego
quando estou casa. Curto rotina, isso me tranquiliza e acalma da agitação e
ansiedade que fazem da minha semana, um tumulto só.
Por
isso ter com quem dividir pequenas coisas, como ver meu gato brincando, ler um
livro ou ver um bom filme juntos, seria para mim algo bem perto da felicidade.
Ter
com quem partilhar, para não sufocar. Ter uma comidinha pronta em um daqueles
dias difíceis que parecerem que longos e intermináveis é um carinho que não tem
preço e que vejo que alguns casais compartilham e que sonho para mim.
Mas
quem quer uma por esposa, uma companheira que tem horários meio loucos? Que
nunca poderá prevê o que acontecerá daqui há uma hora, pois depende do caso que
está apurando. Que não pode planejar a média e longa data nada, pois tudo é uma
incógnita?
Quem
precisa de alguém que de tão agitada e estressada, às vezes, chega em casa e
não quer ver ou falar com ninguém e por isso deixa de ir a compromissos, pois poderá
ficar de mau humor se a reunião social demorar mais que deveria? É duro de
aguentar?
Imagina
deitar na cama e relembrar, recordar e não dormir....
Mas
amo a minha profissão, estou nela há 17 anos, não pelo reconhecimento, nem por
dinheiro (que preciso muito para pagar minhas contas e despesas), mas porque
gosto. É prazeroso saber que onde há injustiça, eu posso fazer algo, um gesto
pequeno e talvez até insignificante que talvez mude a realidade e traga o
equilíbrio de volta.
Mas
existe a frustração de às vezes vermos nossos esforços se tornar inúteis.
Assim
vou levando a vida....
E
ainda solteira por opção por medo de abrir o coração entregar meus sentimentos,
e vivendo somente para o trabalho. Mas o tempo está passando e este vazio
incomoda.
Ah!
Tem uma coisa que ainda não confessei, mas que também é um dos motivos dessa
minha solteirice. Aparência, a minha. Medo de não agradar, de algum tempo após
a pessoa me conhecer ela não mais sentir como antes. Medo da traição, ser
traída deve ser uma dor horrível. Tive amigas que me traíram, e fica dentro da
gente a pior das desconfianças. Imagina ser traída dentro de um relacionamento?
Filhos,
eu nunca tive, mas penso que se um companheiro já os tivesse seria interessante.
É assim
mesmo a vida...... Um tempo de espera, mas que um dia chega ao fim e a gente
alcança o que deseja. E espero não me decepcionar com o meu desejo de consumo.
Que
ele seja paciente comigo e me ensine a ver o mundo do jeito como ele o enxerga,
mas que também veja o meu com a minha visão de mundo.
Se
não gostar de falar muito, tudo bem, eu falo por nós dois. Só não pode gritar e
ser violento comigo, pois eu quero um homem de verdade e não um covarde em
minha vida. Que me aceite como sou e me
ensine a amar suas nuances.
Que
ria das bobagens que digo e faço.
Que
nossos dias terminem como o dia num por do sol que vai se esvaindo, enquanto as
estrelas nascem para saudar a lua.
Enfim.....
Só quero alguém que me faça feliz.
terça-feira, 19 de março de 2013
PF pode ajudar nas investigações do assassinato de Rodrigo Neto
AUDIÊNCIA PÚBLICA CONTRA A IMPUNIDADE
Segundo Ministra dos Direitos Humanos
“Queremos apurar não apenas o crime que vitimou o jornalista Rodrigo Neto. Mas
também os crimes que ele levantou, que ele estava investigando e levou a público. Aquilo pelo
qual tentaram cala-lo”
IPATINGA
– Na tarde desta terça-feira (19),
aconteceu uma audiência pública no auditório do12º Departamento de Polícia Civil
no Bairro Iguaçu para tratar das investigações do assassinato do repórter
policial, Rodrigo Neto de Faria, 38, executado no começo da madrugada do dia 08
deste mês ( há 13 dias), com 13 dias, no bairro Canaã. A audiência começou por
volta das 14h e foi presidida pelo deputado Durval Ângelo (PT),
presidente da Comissão de Direitos Humanos da
Assembleia, contando com a presença de várias lideranças políticos,
judiciárias, delegados e repórteres que aguardavam ansiosos a presença da ministra-chefe da
Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República Maria do Rosário Nunes (PT).
Também
participaram do encontro, membros do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa
Humana (CDDPH), representantes do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, da
Ordem dos Advogados do Brasil e o Conselho Nacional de Direitos Humanos.
O Delegado Emerson Morais,
titular da Delegacia de Homicídios de Belo Horizonte, que vem investigando a morte de Rodrigo Neto,
juntamente com mais três investigadores, que pela primeira vez falou em público
sobre o caso explicando que foi designado pelo chefe de polícia de Minas Gerais Cylton Brandão no mesmo dia que o jornalista foi vitimado, que ele
classificou como hediondo e bárbaro. “Tínhamos a missão de obter
provas objetivas e subjetivas, para um futuro decreto condenatório. Já temos
algumas linhas investigativas que estão em fase embrionárias e prematuras. Para
que em um prazo razoável de investigação
seja dado uma resposta a contento para a sociedade. É uma investigação
complexa, cheia de nuances e que corre sem atropelos. Então a investigação não
pode ter embaraços, atropelos ou contratempos”, adianta o delegado que diz que
as diligências ocorrem diuturnamente .
Durante
a audiência Durval Ângelo cobrou resposta para crimes antigos ocorrido na
região que até hoje estão sem solução e que eram investigados por Rodrigo Neto
como a Chacina de Belo Oriente, crimes do Sindicato do crime da região que
matavam pessoas que iam para os Estados Unidos e ficavam como fiadores das
famílias, os crimes recentes ocorridos
em Santana do Paraíso, do grupo de extermínio que usava a moto verde, há cinco
anos atrás fato que levou a decapitação de um jovem cujo a cabeça foi jogada da
varanda da casa do Capitão, hoje major do PM Leôncio Botelho e tantos outros
crimes que ainda ficaram sem solução.
O
presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB nacional, Marcus Vinícius
Furtado Coêlho diz que ainda neste mês o Conselho Federal
da OAB estará com o Ministro da Justiça
José Eduardo Cardozo para pedir que seja estudada a possibilidade de ingresso
da Polícia Federal nas investigações no assassinato de Rodrigo Neto: “e
também vamos pedir ao ministro a abertura de processos administrativos para
exclusão dos policiais envolvidos em extermínio neste estado”, declarou.
A
Ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário
acredita que estão sendo
observados todos os trâmites no curso da investigação mas salienta que não deixará de acompanhar o
inquérito -“Como autoridades federais de um conselho de direitos humanos e a
Polícia Federal poderá estar apoiando com suas iniciativas. Acolhemos também as
reivindicações apresentadas pelo deputado Durval Ângelo. Queremos apurar não
apenas o crime que vitimou o jornalista Rodrigo Neto. Mas também os crimes que
ele levantou, levou a público e que ele estava investigando. Aquilo pelo qual tentaram
cala-lo”, declarou a Ministra que pediu aos profissionais de imprensa presentes
ao evento que se por acaso sofrerem ameaças que denunciem previamente às
autoridades e seus empregadores, os veículos onde trabalham.
“Sabíamos
que ele havia denunciado às autoridades que estava sendo ameaço, por isso essas
situações precisam ficar devidamente registrados”,
afirma Maria do Rosário, dizendo que assim as medidas necessárias serão tomadas.
| Delegado responsável pelas apurações do caso Emerson Morais |
| presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB nacional, Marcus Vinícius Furtado Coêlho |
A
AUDIÊNCIA reuniu autoridades civis e militares locais, do estado e do país
|
segunda-feira, 18 de março de 2013
Ministra estará do 12º DPC cobrando providências sobre a morte de Rodrigo Neto
CASO JORNALISTA RODRIGO NETO
Deputado
Durval Ângelo, ministra Maria do Rosário e outras autoridades visitam Departamento de
Polícia Civil de Ipatinga obter
informações e solicitar agilidade e rigor nas investigações que apuram o
assassinato do repórter policial
DA REDAÇÃO - Nesta terça-feira
(19), completam,12 dias que o repórter policial Rodrigo Neto de Faria, 38 anos
foi abordado em um churrasquinho, por
dois motoqueiros encapuzados, ainda não identificados que o executaram
barbaramente com três tiros fatais, no bairro Canaã, quando ele já se preparava
para ir para casa.
Visando
acompanhar o andamento das investigações para solucionar o crime, ocorrido no
começo da madrugada do último dia 8 de março, a ministra Maria do Rosário (PT),
da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), estará
em Ipatinga, nesta terça-feira (19), às 14h no 12º Departamento de Polícia
Civil (DPC) que fica na rua Maraque, 95 no Bairro Iguaçú.
A
visita acontece através de um requerimento do deputado Durval Ângelo (PT),
presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia legislativa, que
também estará na comitiva que vai acompanhar Maria do Rosário. A comitiva tem
também a finalidade de obter informações
e solicitar agilidade e rigor nas investigações que apuram o assassinato do
jornalista, Rodrigo Neto.
A
expectativa é de que ela desembarque no aeroporto da Usiminas por volta das 13.
Um
atentado contra a democracia
Maria
do Rosário se encontrará com o delegado José Walter Mota Mattos, do 12º
Departamento de Polícia Civil de Ipatinga.
A
ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, publicou em seu perfil no Twitter
que a morte do jornalista “tem características de execução, um crime contra a
vida e um atentado contra a liberdade de direitos humanos”. Em outra ocasião chegou a afirmar que iria se encontrar com a cúpula da Polícia
Civil. “Da qual pedirei esclarecimentos e cobrará celeridade na solução do
caso”, salientou.
Segundo
a ministra Maria do Rosário, trata-se de um atentado contra a democracia.
"O crime contra o jornalista Rodrigo Neto possui características de
execução. Foi um atentado contra a vida, os Direitos Humanos e a liberdade de
expressão", afirmou.
No âmbito do
ministério foi instalado um grupo de trabalho que irá analisar denúncias e
propor ações e diretrizes para buscar impedir que casos como esse se repitam
impunemente.
Durval
Ângelo diz que assim que foi comunicado sobre a morte do jornalista, o deputado
enviou ofício ao governador, Antônio Anastásia, ao secretário de defesa social
do Estado, Rômulo Ferraz, ao chefe da Policia Civil e a corregedoria da Polícia
Militar, solicitando providências e apuração rigorosa sobre o caso. “O
jornalista, que foi assassinado porque denunciava chacinas e assassinatos,
supostamente envolvendo policiais. Rodrigo Neto já havia comparecido à Comissão
de Direitos Humanos da Assembleia para denunciar o envolvimento de policiais
nos crimes que ficaram conhecidos como Chacina Belo Oriente e o grupo de
extermínio Moto Verde”, comentou.
Rodrigo
Neto, tinha acabado de fazer um lanche
em uma tenda na Avenida Selim José de Salles e se encaminhava para o seu
veículo, quando dois homens, em uma motocicleta, atacaram o jornalista,
acertando-o com três tiros. Ele trabalhava na Rádio Vanguarda e no jornal VALE
DO AÇO atuando na editoria policial.
Repercussão
A
morte do jornalista tem repercutido na imprensa nacional e internacional.
Embora ainda não tenham sido apurados os motivos, os indícios até o momento
apontam para uma tentativa de “calar” Rodrigo Neto, que atuava como repórter
investigativo. Caso confirmada esta linha, o crime, além de ser tratado como um
atentado à vida, passa a ser também um atentado à liberdade de expressão e à
imprensa, último alento da sociedade, quando as ações dos três poderes
construídos falham.
O
inquérito está a cargo do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa
(DHPP), de Belo Horizonte, que não se pronuncia sobre o caso, que é tratado
como sigiloso.
sexta-feira, 15 de março de 2013
Missa de sétimo dia de Rodrigo Neto é marcada pela comoção
ASSSASSINATO DE REPÓRTER
Bispo encoraja jornalistas, citando palavras de Jesus: “Ninguém tem maior amor que aquele que dá a vida pelo seu irmão”
Janete Araújo
REPÓRTER
IPATINGA - Na
noite desta quinta-feira (14), familiares, amigos, políticos e representantes
de diversos órgãos da imprensa regional marcaram presença na missa de sétimo
dia do Jornalista policial Rodrigo Neto
executado com três tiros na madrugada do último dia 08 no bairro Canaã. A
celebração, realizada na Igreja católica
do bairro Veneza I, que ficou lotada e foi presidida pelo Bispo Emérito da
diocese de Itabira-Coronel Fabriciano Dom Lélis Lara, e também pelo padre Chico
Guerra. E foi marcada pela comoção, tristeza e muito choro de todos os
presentes. Muitos vestiam uma camisa preta feita especialmente para a ocasião
que pedia que o crime não ficassem impune e outros ainda usavam broches com o
rosto de Rodrigo. A viúva Beatriz de Oliveira
Faria, a ‘Bia’ do repórter foi o tempo
todo amparada por amigos, pois estava muito emocionada e chorava muito assim
como o irmão do radialista, Emerson Rodrigues
Faria, cabo da PM.
Em sua homilia, emocionada, e cheia de reflexões para
a família e os profissionais de imprensa
que estavam ali prestando aquela homenagem, Dom Lara deu o seu recado com vigor. Chamou a
atenção dos políticos presentes
conclamando a eles a fazerem algo para que o crime não ficasse impune. Destacou
ainda que se tratou de uma morte
horrível, mas que o povo não pode se esquecer, já que é uma história que já
ocorreu em outras regiões e que se repete agora no Vale do Aço: “Um fato lamentável que abalou todo o nosso
Vale do Aço, que teve repercussão em todo o país e até no exterior. Porque esse
nosso amigo que foi eliminado, o Rodrigo Neto denunciava as coisas erradas, as
maldades e os crimes então tinha gente interessado em eliminar esse homem pois ele
estava atrapalhando a maldade”, destacou o sacerdote para em seguida prosseguir
que isso foi feito por pessoas que não tem temor a Deus: “Pessoas que se
esqueceram que Nosso Senhor Jesus Cristo veio ao mundo para nos ensinar o
caminho do amor e do bem. E o número de pessoas que não acreditam em nada está
aumentando”, salienta o Bispo Emérito que o mal vem se alastrando, mas que não
podemos nos desanimar, deixar o cansaço e o medo tomar conta de nós vencer e
deixar o mal vencer. “O maior mal é o cansaço dos bons, porque os maus não se
cansam. Se o cansaço vier é um buraco, um vazio que se abre para o mau se
instalar e agir. E esse vazio precisa ser ocupado pelas pessoas boas”, frisou.
“Diante de um fato triste como esse agora, há aqueles que pensar até em
desanimar – ah vou sair, largar essa profissão, ou posso acabar morto. Mas essa
não é hora de deixar a voz se calar. Jesus falou que ninguém tem maior que
aquele que dá a vida pelo seu irmão. E o Rodrigo deu a vida trabalhando em
favor de seu irmão e outros mais que seguem a mesma missa dele todos os dias
como ele”, observou Dom Lara,que acrescenta que é preciso renovar a
coragem e a fé e unir forçar para enfrentar e vencer o mal: “Pois
quem fez isso com o Rodrigo não é um discípulo de Jesus, ele não segue a nada”,
concluiu.
A família pede justiça
Ao fim da cerimônia, o irmão de Rodrigo, Emerson Rodrigues
Faria, agradeceu a presença de todos. Ele também o irmão sendo uma pessoa bem
humorada de alma jovem e com capacidade de fazer amigos. Ao fim de sua fala,
Emerson pediu “que ninguém se calasse porque o Rodrigo não se calaria”.
A viúva Beatriz de Oliveira Faria, a
‘Bia’, disse que tem esperança que a justiça seja feita e que o caso seja
solucionado o mais depressa possível: “É o único consolo que resta para a
família agora e de que ele não lutou em vão. Porque nada vai trazer ele de
volta ou apagar a dor que ficou.Sabemos que as investigações estão acontecendo
e confio que uma resposta vai chegar e espero que seja breve”, afirma.
Dom
Lara: “Isso (o crime) foi feito por pessoas que não têm temor a Deus”
|
A
igreja estava lotada e, durante a celebração, muitos acabaram indo aos prantos
|
quarta-feira, 13 de março de 2013
Lugar inusitado para arquitetos da natureza que fixarem moradia
Três famílias de João-de- Barro ou forneiros acabaram construindo uma espécie de condomínio, com três casinhas, sendo que duas foram edificadas uma em cima da outra, como se fosse um prédio, bem em um posto da Cemig na Avenida Tancredo de Almeida Neves no bairro Caladinho, as pequenas moradias são dignas dos melhores arquitetos. O local escolhido fica em frente à área destinada ao que seria um dia o malfadado Shopping 3 Cidades em frente a Centro universitário do Leste de minas Gerais (Unileste-MG). Enquanto a pendência judicial que perdura desde dezembro de 1997,em torno do terreno não se resolve, há mais de dois anos as aves estão se esbaldando com os frutos e pequenos insetos que encontram no matagal que tomou conta da área que está abandonada desde que a ação impetrada por 42 lojistas que se sentiram lesados pelo empreendimento da Investiplan, começou a tramitar justiça.
Quem
ganha com isso são os passageiros que enquanto aguardam a chegada do ônibus com
destino a Ipatinga, no ponto que fica logo em frente observa a atividade dos pássaros.
Tímidos, nem sempre se mostram, mas é possível ouvir seu canto na pequena mata
apesar do tráfego intenso de veículos que passam pela avenida.
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